sábado, 5 de junho de 2010

A eterna busca

A vida as vezes me parece um jogo de quebra-cabeças, seja ele de dez, cem ou mil peças. Tudo depende do grau de dificuldade que se encontra pela frente. Cada obstáculo que nos é apresentado se mostra como um novo painel que se encaixa ao anterior, cada peça é um novo achado, uma nova evolução.

Viver não depende apenas do nosso auto-conhecimento. Viver depende também do conhecimento do nosso meio, daquilo que está ao nosso redor. Não podemos apenas viver naquilo que achamos certo, existem certezas de vários lados. O que está certo? Talvez todos nós estejamos.Sinto como se estivéssemos em meio a um mistério sem fim, cada peça achada nos leva a um novo mistério e assim por diante.

Hoje percebo que buscar é o próprio fim, e o ser humano que não busca está em mesma sintonia com aquele que desistiu de viver. Hoje percebo o quanto é importante buscar, e o quanto é importante viver.

A vida está nessas coisas: buscar um sentido pra vida, pro amor. Buscar coisas novas, cheiros novos, sentimentos novos.

Tudo aquilo que presenciamos e vivemos não é nada além de coisas que são efêmeras, e que apenas fazem parte da nossa auto-construção. Difícil perceber isso né? E o pior é saber que isso é apenas uma parte de toda a percepção. Sei que a busca que faço não tem fim, e que a cada descoberta, há uma nova procura. Acho que isso que me motiva estar vivo e querer. Querer sempre. O que? Ainda não sei, o que quero mesmo é buscar, viver buscando...

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