sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Como se te perdesse, assim te quero.
Como se não te visse (favas douradas
Sob um amarelo) assim te apreendo brusco
Inamovível, e te respiro inteiro.
(...)

Hilda Hilst

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Contos de fadas

  Acho que de alguma forma cheguei a certo limite da ceticidade. Já há algum tempo que não tenho acreditado em um amor devidamente correspondido, e pra piorar a situação, vejo que a maioria das pessoas que conheço estão numa espera eterna de um príncipe encantado montado num cavalo branco.
  Com os anos, parece que vamos adquirindo certas resistências em relação a determinados tipos de pessoas, e assim com pré-conceitos e pós-conceitos, vamos limitando cada vez mais a abrangência de alguém que possa nos interessar.
  Vejo é que a maioria das pessoas mais velhas são de certa forma desmotivadas  em relação aos outros. Será que o tempo leva embora todo aquele desejo de se apaixonar ou as pessoas realmente não são feitas para viver amores plenos e duradouros?
  Será que com o passar dos dias os amores se vão, as pessoas se vão, nossa vida se vai? Tenho 24 anos e de alguma forma sinto que ainda é cedo pra pensar dessa forma, tenho estado triste por não conseguir acreditar de fato na paixão. Queria sim ainda acreditar no Papai Noel, em contos de fadas. A ignorância as vezes me parece um caminho tão fácil e feliz, parece que quanto mais conheço e vivencio as coisas, mais infelicidade eu adquiro. Será a realidade tão dura a ponto de nos desmotivar a respeito da vida?
  Talvez fechar os olhos para o que a vida de fato representa possa trazer mais felicidade do que se questionar a respeito dos atos, das pessoas, dos sentimentos. Hoje ando me questionando pra que serve essa maturidade toda que as pessoas procuram alcançar, entender a vida as vezes parece um caminho muito infeliz e frustrante.